quinta-feira, março 22, 2007

Belgas - só à bolachada

Estou desiludida!
Tendo um carinho especial pelas belgas, aquelas bolachinhas muito interessantes embaladas em grupinhos, só poderia ficar aturdida ao saber que os belgas (conhecidos como nascidos na Bélgica) mandaram umas valentes bolachadas nos nossos jornalistas.

Como medida de represália proponho que no próximo sábado, no percurso entre o hotel e o estádio, brindemos a selecção belga com a nossa melhor hospitalidade.
Poderemos socorrer-nos das referidas bolachinhas, que colocaríamos numa fisga, fazendo mira às cabeças dos jogadores. Tentar ter pontaria particularmente afinada para o guarda-redes. Sempre quero ver quantas belgas de chocolate por segundo ele consegue defender.
Aproveitando para mostrar que também gostamos deles, oferecer o que de melhor tem o nosso país: a cortiça (o pau do sobreiro bem afiado é capaz de fazer maravilhas a quem sofre de obstipação crónica como parece que aconteceu aos jogadores belgas; a trampa já lhes chegou à parte inicial do sistema digestivo - a boca); o vinho (as garrafas do vinho Mateus Rosé, tão conhecido além fronteiras, podem servir para dar excelentes palmadas nos glúteos tão bem desenvolvidos dos atletas da Bélgica) e o fado (como último instrumento de tortura poderemos obrigar os jogadores que tratam com tanto carinho a selecção portuguesa a ouvir o saudoso Zé Cabra durante 2 dias seguidos).

sábado, março 17, 2007

Música maestro!

O rap e o hip-hop viram para ficar. O que começou por ser música marginal (os da minha geração devem lembrar-se de um grupo chamado Beastie Boys) é agora um fenómeno de popularidade.
Por todo o país nascem novas bandas como cogumelos. Algumas, conseguem impor-se como os Dealema, ou os Mundo Secreto, grupos da minha terra, miúdos ainda, talvez ainda pouco polidos, mas com algum sucesso. Apesar de não ser o meu estilo de música, ouço-os com atenção e gosto do que eles me dizem.
Desta nova onda, dentro do rap, há dois que me tocam: Sam, the kid e Valete. A dureza das suas canções faz-me lembrar as músicas de intervenção. Não fala de amores felizes de verão. Fala da miséria humana: da gravidez adolescente, da infidelidade, do genocído, de religião. De tudo o que nos faça pensar.
Para quem não gosta deste tipo de música, aconselho vivamente a ouvir duas ou três músicas de Valete. Tendo letras excelentes, este rapaz iria muito longe se não cantasse em português.